Red Data Girl | Review

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Red Data Girl / RDG
Fantasia – Drama – Romance
2013 / 12 Episódios

MIX

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A história se passa com uma garota de 15 anos – Izumiko Suzuhara, – que cresceu no santuário de Tamakura, longe da tecnologia e da cidade grande. Isso se deu, pois, ela destrói qualquer componente eletrônico com um mínimo de contato. Agora com uma idade em que já tem uma ciência maior de mundo – e maior cuidado – ela resolve ir para a cidade grande. Com isso, o guardião da garota, Sagara, ordena para que seu filho (Miyuki) à acompanhe até um colégio de Tóquio para protegê-la com sua vida. Como será a nova vida da garota? Por quê Izumiko possui estes poderes? Qual a sua verdadeira identidade?

Izumiko gostaria de viver como uma garota normal…

Já nos primeiros minutos da série, temos a cena da garota cortando os próprios cabelos e “errando” o corte da franja. Nenhum problema disso não é? Errado! Aos poucos com a história, vamos descobrir que Izumiko não é uma garota comum. Ela não pode usar computadores, celulares ou mesmo estar próxima de qualquer componente eletrônico. De blackout a explosões, tudo pode acontecer ao seu lado. Miyuki – aquele a quem a garota foi dada  a seus cuidados – toma conta dela: Seja para não entrar em perigo, seja para que outras pessoas também não entrem. Eles não possuem uma boa sintonia, conversam pouco e esse pouco já se torna uma discussão.

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A tímida Izumiko

A trama vai colocando os personagens naturalmente. Eles aparecem do nada, somem e depois voltam. Sem aquele clichê de quê: Tal episódio aparecerá X personagem. Não! Esse é um dos fatos que deixam a série um tanto quanto confusa – pelo menos até a sua metade – mas é também, um dos motivos da riqueza de cada um na trama. Izumiko não pediu para ser o que é. Não pediu para ter poderes. É tímida, mas dá seu pitaco quando não aprova algo. Miyuki parece não gostar da tarefa que foi incumbido. Não se identifica com Izumiko – pelo menos não no início.

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Miyuki e Izumiko

Quis deixar claro nos dois parágrafos acima, que o interessante da trama é o relacionamento dos dois personagens principais e de sua evolução na trama. Ao mesmo tempo que Izumiko vai se conhecendo – e nós também – Miyuki, inegavelmente  vai gostando mais e mais dela, apesar de que ele, orgulhoso, acaba não demonstrando muito. Esse é o ponto forte de RDG, em como as coisas acontecem, naturalmente.

Quanto ao desenrolar da trama…

Demora um tempo para descobrirmos que a trama é com espíritos, deuses e seres do sobrenatural. Até mais ou menos a metade da série, o ritmo é super lento e confuso.

Seria intencional a apresentação do plot/personagens/mistérios nesta primeira metade e na segunda o “pau comer”?

Também não é assim que sucedeu. Enquanto a parte social das personagens se desenrola, o núcleo principal acaba incompleto nestes 12 episódios e a série acaba cheia de buracos inexplicáveis.

Izumiko em sua bela perfomance

Izumiko em sua bela perfomance

O contato com o sobrenatural…

O que acabei me identificando com a série acabei gostando é quanto ao folclore japonês. Há todo misticismo com o cabelo, com a natureza – as florestas da série são muito lindas – e de certa forma com os animais. Encarnações, o corpo como receptáculo de um espírito, troca de corpos e ‘viagem astral’ também são temas abordados na série – principalmente os dois últimos episódios em que há muito do contato com o ‘outro mundo’. Se você gosta daquele duende japonês narigudo, o Tengu, ele também acaba “aparecendo” diversas vezes. 

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Izumiko também é misteriosa…

E a qualidade técnica?

P.A Works (Angel Beats!, Another) junto com o Studio Easter, trazem o melhor das ambientações naturais, cenários e paisagens. É um colírio para os olhos as cadeias de montanhas, florestas e o foco em que os designers tiveram com os detalhes – principalmente com os templos.

O que posso esperar da série?

capaComo dito acima, o que podemos concluir é que o melhor que a série tem a nos mostrar é a evolução do relacionamento entre os protagonistas, da ambientação de cenários e da temática folclórica japonesa. Não assista querendo um roteiro enxuto, direto e terminado. Ele não é! E como melhorar isso? Lançando uma continuação? Talvez. 

Red Data Girl é uma adaptação de 6 livros de Noriko Ogiwara – não sei quantos destes foram adaptados para o anime – e que merece um cuidado maior dos produtores, pois tem grande potencial. Se houver uma segunda temporada, espero um capricho maior no trabalho Michiko Yokote (responsável pelo roteiro adaptado).

Colocarei abaixo, os vídeos de abertura, encerramento e o trailer da série. Mais abaixo ainda, alguns extras e imagens interessantes da animação! 😉

Abertura:

Encerramento

Clipe oficial da abertura!

Encerramento no teclado 😀


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Contato dos personagens na infância

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Ambientação das belíssimas florestas da animação…

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Belo trabalho feito pela P.A. Works

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Um exemplo do misticismo da série

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Izumiko e seu íntimo contato com a natureza

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1 comentário

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