No Limite do Amanhã | Review

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Edge of Tomorrow / No Limite do Amanhã
Tom Cruise, Emily Blunt e Bill Paxton
Direção por Doug Liman
Ação – SciFi
Maio, 2014

VITAMINADO

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Quando a Terra é tomada por alienígenas, Bill Cage (Tom Cruise), relações públicas das Forças Armadas dos Estados Unidos, é obrigado a ir para a linha de frente no dia do confronto final. Inexplicavelmente ele acaba preso no tempo, condenado a reviver esta data repetidamente. A cada morte e renascimento, Cage avança e, antecipando os acontecimentos, tem a chance de mudar o curso da batalha com o apoio da guerreira Rita Vrataski (Emily Blunt).

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Cartaz BR (Imagem Divulgação)

O Poder Blockbuster

Não sei quanto a vocês, mas eu, #BELLAN adora um bom blockbuster. Ainda melhor se uma adaptação de algo que a gente gosta e um plus ainda maior se é com um ator que SABE fazer blockbuster: No caso, Tom Cruise.

O cara já tem mais de 30 anos de carreira – deslanchando de vez em Top Gun: Ases Indomáveis – e não há uma fase se quer ruim do ator. Não diferente, Edge of Tomorrow/No Limite do Amanhã é mais um grande filme que acrescenta à carreira do astro de Hollywood.

Assim como o mangá, No Limite do Amanhã é uma adaptação da light novel All You Need Is Kill de Hiroshi Sakurazaka e já adianto: Há diferenças entre o filme e o mangá ilustrado pelo mestre Obata. Como não tivemos acesso ainda ao livro, não sabemos o QUANTO a adaptação cinematográfica é fiel a história original. Com isso, mais a frente em nosso texto, faremos uma comparação do mangá com o filme dirigido por Doug Liman.

Save Game

Parecido com o mangá – que também fizemos o review – temos o personagem principal, Major William CageKeiji Kiriya no mangá – “porta-voz” do exército dos Estados Unidos que é rebaixado a soldado e colocado em frente de batalha para lutar contra os extraterrestres. No filme No Limite do Amanhã, dá-se a entender que um meteorito cai na região de Hamburgo na Alemanha. Este é o primeiro foco da força extraterrestre e que não demora muito para se espalharem pelo mundo.

As forças armadas, mais especificamente a ‘United Defense Forces/UDF’ cria uma espécie de exoesqueleto para lutar contra tais criaturas, estas chamadas de Mimic/Miméticas/Mimetizadores. Estas criaturas, pelo que parece, só querem saber de uma coisa: Exterminar toda a raça humana. Quando Cage vai para a frente de batalha, por inexperiência, ele morre. E aí que tá a cereja do bolo da trama: Ele acaba voltando toda vez que morre.

"Alguma coisa em meu rosto?" Clássica frase de Rita (Imagem Divulgação)

“Alguma coisa em meu rosto?” Clássica frase de Rita. Esta cena é interessante, pois há uma inversão de quem está fazendo flexão no mangá e no filme. (Imagem Divulgação)

Protagonismo

William Cage, o personagem interpretado por Tom Cruise é o dono da vez no filme. Apesar de que no mangá acontece uma divisão bem bacana entre Cage/Keiji e Vatraski, na adaptação hollywoodiana não acontece isso e até sentimos falta de mais de aparições da atriz Emily Blunt interpretando Rita Vatraski. *Uma curiosidade é que a atriz fez Looper. Quem não assistiu este aqui, vale à pena também!*

Comparando mais ainda o mangá com o live-action, temos um Cage/Keiji mais bundão nas telonas, e poxa, interpretado por Tom Cruise, o cara mais “invencível” das telonas. Isto é bem incomum de se ver. Voltando a trama, o cara é tipo um garoto propaganda do exército e só passava comunicados na TV e fazia alguns contatos diplomáticos entre países. O interessante é que, por ser ainda mais bundão que no mangá, dá pra reparar que no filme ele faz o looping mais vezes.

Dinâmica

Ahhh que beleza <3, referências. A cena de desembarque na região da costa da França, é bem próxima ao que vimos na cena da praia da Normandia em ‘O Resgate do Soldado Ryan‘ de Steven Spielberg, e tão sensacional quanto. É bem bacana ver algo meio “starcraftiano” e para quem curte 2ª Guerra Mundial, vai se identificar bastante com o filme.

Se formos falar em roteiro, temos um filme até que bem conciso e sem muitas janelas a fechar. Claro que por se tratar de um blockbuster, muita coisa vem mastigadinha, principalmente em questão mais técnica das criaturas e de como elas chegaram, mas são contextualizações até que interessantes. Se pegarmos o ritmo e dinamismo do filme, ele funciona muito bem até sua metade, onde parece perceptível que os roteiristas não conseguiriam mais chamar a atenção com surpresas no looping. Mas não compromete de forma alguma o filme e ele se estende bem até seu fim.

Cenas de Desembarque: No Limite do Amanhã na primeira imagem e O Resgate do Soldado Ryan na segunda. (Imagem Divulgação)

Cenas de Desembarque: No Limite do Amanhã na primeira imagem e O Resgate do Soldado Ryan na segunda. (Imagem Divulgação)

Mangá vs Filme

Se você assistir pensando em ver algo como o mangá, desista, não adianta. Como sempre falamos por aqui, adaptação não é transposição e se você quer algo como o mangá, leia o mangá. O filme por si só, alimenta muito bem seus telespectadores e sim, há diversas mudanças.

Enquanto no mangá tínhamos uma carga emocional e dramática latente, no filme a presença do poder audiovisual é bem maior. Dá pra categorizar No Limite do Amanhã como um filme de ação, o que não pode-se dizer com toda certeza do mangá. Mas não se engane, a adaptação é muito boa e a essência está toda ali. Ainda não podemos comparar com o light-novel, mas acredita-se que por se tratar da arte escrita, a ação deve ser ainda menos presente.

Enquanto que no mangá…

Rita usa um machado, no filme uma espada;
Rita tem o simbólico apelido “a cadela do campo de batalha”, no filme “vadia de ferro”;
O “looper” tem dores de cabeça, no filme ele tem “visões”;
Os mimetizadores parecem-se com chuchu dentados, no filme são uns “tentáculos-dentados ligados no 220v”;
Há uma interação social no refeitório, no filme tem o pessoal do J-Squad, o qual Cage faz parte;

Virtudes

No Limite do Amanhã é um bom filme com ótima direção. Tom Cruise e Emily Blunt  – bem como todo J-Squad – estão muito bem no filme e as cenas de ação em conjunto com os efeitos especiais, farão o telespectador ficar preso em todo seu decorrer. Os problemas, como já dito anteriormente, nem de longe prejudicam o longa, apenas dá-se um desconforto para aqueles que buscam um roteiro mais “apurado” ou com surpresas, e pode ter certeza, do começo ao fim, muitas acontecerão.

Um conceito bacana utilizado no filme é a metalinguística da ironia. Em diversos momentos o filme nos “prega” uma peça, vou lhes explicar: Em diversas cenas, Cage age como se nunca tivesse vivenciado aquele momento, de forma bem irônica mesmo. Da mesma forma que ele “dribla” a perspicácia de Rita, também acabamos caindo na dele. Outra cerejinha do bolo é o humor bem empregado. São diversas cenas de repetição – e de mortes – que acabamos rindo com seu desfecho. *É tipo você jogando e morre sempre. Mas está próximo de um save. Ou tá usando o recurso save-state desenfreadamente.*

Outro detalhe, que pode passar despercebido é de que, assim como no mangá, Rita usa uma armadura de cor vermelha. No filme, nenhuma citação é descrita ou não passa nenhuma intenção de Cage utilizar uma armadura de cor azul. O detalhe deste tópico é que o mimetizador que “domina” Cage é da cor azul.

Seja All You Need Is Kill ou Edge of Tomorrow, ambas obras estão muito bem recomendadas. Surpreenda com o filme do mangá e surpreenda com o filme do filme, que graças a Liman, não é coxinha.

Adendos: 

1 – Ainda vou ler o light novel;

2 – Ainda farei um artigo SOMENTE sobre Rita Vatraski ❤

3 – Ainda farei um artigo mais conceitual sobre a obra como um todo. Com spoilers, claro 😀


Essa armadura ficou muito bacana! (Imagem Divulgação)

Essa armadura ficou muito bacana! (Imagem Divulgação)

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