Tokyo Ghoul vs True Blood

tokyo ghoul true blood

Já de cara, quando assisti o primeiro episódio de Tokyo Ghoul, veio em mente a finada série da HBO, True Blood.

Não só pela questão de criaturas sobrenaturais ou de que a raça humana não é mais o topo da cadeia evolutiva/alimentar, mas também na questão da psicologia e sociedade em que ambas as séries demonstram, com algumas similaridades entre as duas.

Adianto que, esta matéria não vai instigar você a assistir uma ou outra. Ela é apenas um “comparativo” mesmo, já que além de estarem em diferentes mídias, cada uma faz parte de um nicho específico. Mas vamos lá!

O Sangue Nosso de Cada Dia

Tokyo Ghoul (Imagem Divulgação)

Tokyo Ghoul (Imagem Divulgação)

De Tokyo Ghoul: A série animada é uma adaptação do mangá de Sui Ishida. O mesmo já terminou lá no Japão e recentemente ganhou uma continuação, denominada RE. Quanto a animação, ela é produzida pelo estúdio Pierrot e assinada com a direção de Shuhei Morita, que já até concorreu ao Oscar de 2013 com o curta ‘Possession‘. Por ora, são duas temporadas e um OVA que está para sair ainda este ano, contando o spin-off Tokyo Ghoul: Jack.

A história de Tokyo Ghoul, a princípio é bem simples; Ken Kaneki é um garoto fissurado em leitura e após sair com uma garota que encontra em uma cafeteria, e ser atacado e mordido pela mesma, escombros caem em cima do jovem, deixando-o em um estado crítico. Após passar por uma cirurgia e transplante de órgãos, ele descobre que a garota que o atacou era um ghoul (tipo um carniçal) e queria comê-lo! E tem mais, os órgãos transplantados para seu corpo eram dela, o que o fez se tornar um meio-ghoul!

De True Blood: Baseado na série de livros de Charlaine Harris, Sookie Stackhouse, True Blood de Alan Ball (A Sete Palmos) ganhou destaque na mídia por trabalhar muito bem satirizações, metalinguagens e tudo num contexto de fantasia que a série continha. Foram sete temporadas, exibidas aos domingos entre o ano de 2008 e 2014.

A trama de True Blood se desenvolve na pacata Bon Temps, em uma época que os japoneses desenvolveram um sangue sintético para que os vampiros pudessem viver dentro da sociedade humana. É nessa pequena cidade que vive Sookie, uma garçonete de uma lanchonete que tem um poder sobrenatural de ouvir o que as pessoas pensam, menos dos vampiros e é com um deles, Bill Compton com seus 173 anos, que ela se relaciona e diversos problemas e aventuras se tornam rotina em sua vida.

True Blood (Imagem Divulgação)

True Blood (Imagem Divulgação)

Vivendo entre humanos… ou não

Podemos dizer que a sociedade de True Blood está um passo à frente de Tokyo Ghoul. Enquanto que na primeira, os mordedores vivem em uma certa comunhão – mesmo que ainda exista alguns grupos que repudiem esta espécie – os humanos de Tokyo Ghoul ainda não aceitaram viver em conjunto com os carniçais.

Como na obra de Sui Ishida ainda não há uma “carne sintética” e os ghouls não vão viver de café e água eternamente, esta sociedade em união estável está longe de acontecer. Seria este um dos meios para acabar com os crimes de assassinato e canibalismo na conturbada Tóquio?

Humanidade x Sanidade

Touka, Tokyo Ghoul (Imagem Divulgação)

Touka, Tokyo Ghoul (Imagem Divulgação)

Ambas as criaturas, tanto vampiros e ghouls, sentem fome e se não se alimentarem de acordo, o corpo reage de forma cada vez mais bestial, mas isso, se tratando da fisiologia de cada uma das espécies. E se colocarmos a questão psicológica?

Sempre há os dois lados da moeda e as duas séries tratam muito bem a relação de humanidade. Há vampiros e ghouls que gostariam de ser humanos e vice-versa também, o que pode levar a crer que não há uma unilateralidade da persona. Vamos agir de acordo com o senso comum do meio. Desta forma, dá pra citar Touka em querer cursar a faculdade ou mesmo o vampiro Bill, que até prefeito se torna.

Meio Ghoul / Meio Fada

Quanto aos protagonistas, temos algo bem em comum. Enquanto Kaneki acaba virando – por ironia ou não – um meio-ghoul, temos a protagonista da série vampiresca, Sookie, uma meio-fada, ou pelo menos algo próximo à isso. Com esta questão, ambas as séries conseguem trabalhar os dois lados, um com o ponto de vista comum e corrente, e do outro, o sobrenatural.

Além do crescimento e força dos personagens principais, parece que uma coisa nunca dá certo: O relacionamento. Enquanto Kaneki tem aquele “dilema do ouriço”, bem característico e próximo ao de Shinji Ikari de Evangelion, Sookie está rodeada de machões sobrenaturais de toda espécie, praticamente um harem-invertido. Mas nunca um ou outro conseguem ter uma relação duradoura com outro alguém, e nem digo quanto a questão afetiva, de amizades mesmo.

Anteiku x Fangtasia

Já que Tóquio é uma grande metrópole, nada mais justo que ter um “líder” ou chefe de bando para cada um dos distritos da cidade. Com True Blood não é muito diferente, porém eles utilizam um sistema próximo que o da sociedade humana, e normalmente são denominados Xerifes.

Desta forma, as organizações conseguem mensurar quais são os habitantes sobrenaturais de cada região e também ter um controle para que não vire um caos de uma guerra. Da mesma forma que temos alguns vampiros ou grupos de vampiros que se abstêm do sangue humano, vivendo apenas do sangue sintético, a cafeteria Anteiku é um exemplo de que é possível viver próximo aos hábitos humanos, sem se alimentar de suas carnes.

V x Kagune

A raça humana sempre quer dar um jeito de estar por cima e não é por menos: No mano a mano, ela não teria nenhuma chance com um ghoul ou vampiro. É aí que em Tokyo Ghoul, a organização especial CCG utiliza dos mesmos “poderes”, o tal do Kagune, uma espécie de órgão-sangue que os ghouls utilizam em combate.

True Blood não fica muito atrás, e valioso tanto quanto o sangue dos humanos, o V – ou sangue dos vampiros – é uma espécie de droga que dá “super poderes” a quem usa. Além da pessoa ganhar mobilidade, sentidos aguçados e até mesmo augúrios, o fator de regeneração do corpo é acelerado. Não há de se espantar que também há grupos que caçam vampiros na série.

Tokyo Blood

Basicamente, são estes os pontos em comum mais evidentes entre as duas séries. Mas com certeza, se você assistiu uma e viu a outra, há diversas coisas em comum, em menor escala. Este é um exercício interessante, especialmente para quem curte referências.

E é isso ae! Qualquer sugestão, só falar aí. Finalizo com a melhor abertura das séries EVER. E com relação a música, as duas mandam muito bem! 😀

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