Final Fantasy XV | Primeiro Gole

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Faz quase nove anos desde que Final Fantasy XV foi anunciado na E3 de 2006. Na época o jogo se chamava Final Fantasy Versus XIII e faria parte do Fabula Nova Cristallis, o universo do décimo terceiro jogo principal da série, e seria exclusivo de Playstation 3.

Originalmente dirigido por Tetsuya Nomura (Kingdom Hearts), o jogo foi renomeado para Final Fantasy XV, se tornando o próximo episódio principal da franquia, ao invés de um jogo paralelo. O anúncio foi feito na E3 de 2013, onde também foi anunciado que agora será multiplataforma, para os consoles Playstation 4 e Xbox One.

Em 2014, após uma mudança na estrutura de desenvolvimento da Square Enix, Nomura deixou a direção de Final Fantasy XV para se dedicar exclusivamente ao Kingdom Hearts III, que também estava dirigindo desde 2012, sendo substituído por Hajime Tabata (Final Fantasy Type-0).

Após anos de espera e uma história conturbada de desenvolvimento, finalmente em março de 2015 foi lançada a demo Episode Duscae, que veio junto com a edição Day One do Final Fantasy Type-0 HD, então vamos ao que interessa.

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Uma Fantasia Baseada na Realidade

A demo começa com uma pequena cena de corte introduzindo os personagens e um tutorial mostrando a mecânica de jogo. Posso estar ficando chato na mesma proporção que estou ficando velho, mas jogar o tutorial de Episode Duscae logo após Bloodborne me deixou bem irritado.

É desnecessário um tutorial lento que ensina o jogador a andar pressionando o analógico esquerdo para frente. Podia pular direto para o sistema de combate, que ai sim, é novidade. Passado o tutorial, a primeira coisa que se repara no jogo é como ele é lindo. É impressionante observar a paisagem da demonstração.

O cenário em Episode Duscae é completamente livre e aberto, com exceção de uma pequena dungeon no final da demonstração, o que pode ser resultado das severas críticas à linearidade de Final Fantasy XIII.

Aqui, após o tutorial, é possível se locomover por todo o imenso cenário como bem entender, respeitando apenas os limites físicos, é claro.

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É importante lembrar que Episode Duscae é somente uma demonstração, e como tal não representa o produto final em sua totalidade, muito embora tudo leve a crer que o apresentado nesta demo seja uma constante no jogo final.

De qualquer forma, os monstros também se encontram soltos pelo cenário, de forma em que as batalhas não são aleatórias. Ao avistar um inimigo agressivo, há uma barra que começa a preencher quanto mais se aproxima, completando, a batalha começa. Quanto aos inimigos “pacíficos”, a batalha somente começa se os atacar.

O mais interessante a respeito das batalhas é que não há qualquer tipo de transição entre a exploração no mapa e as batalhas. Tudo acontece na mesma tela, há apenas uma mudança na música e na posição dos personagens, que assumem as posições de combate.

Quando as batalhas terminam também não há nenhum tipo de transição, aparece apenas uma tela mostrando as estatísticas do combate, como experiência e tempo de duração, mas o jogador continua na mesma tela de exploração.

Tudo isso proporciona um maior dinamismo para o jogo, uma vez que o jogador não precisa esperar o carregamento e mudança de tela no início e no fim da batalha.

Em relação ao sistema de combate, a série abandonou o combate por turno por um em tempo real. Há um time de quatro personagens, porém o jogador somente controla o líder, Noctis. É possível se movimentar livremente durante o combate e o posicionamento influencia diretamente se o ataque vai acertar ou não.

Há apenas um botão de ataque simples que ao pressionar, Noctis desfere um ataque, e ao segurá-lo dá início a uma sequência de ataques. Além do ataque básico há alguns ataques especiais, que são ativados ao pressionar outro botão.

Não obstante, há também um botão para esquiva. Ao manter pressionado o personagem entre em posição de esquiva e irá se esquivar automaticamente caso algum inimigo tente acertá-lo.

Por fim, há um botão para tele transporte. Como visto nos trailers, Noctis pode se tele transportar para alguma localidade próxima. Nas batalhas isso pode servir para se afastar dos inimigos, para fazer um ataque que cobre a distância entre o personagem e o monstro ou para subir em algum lugar predefinido pelo jogo, caso haja algum nas proximidades.

Todos os movimentos, com exceção do ataque básico gastam MP. Ao esquivar dos ataques é necessário MP, assim como para se tele transportar e usar os ataques especiais.

Para recuperar MP o jogador pode se esconder atrás de objetos no cenário, utilizar o tele transporte para alguns lugares predefinidos do cenário ou apenas atacar os inimigos. Os ataques básicos bem sucedidos também recuperam o MP.

Já em relação à vida, há uma novidade em Final Fantasy XV. Existem agora duas barras de vida. Primeiramente tem uma barra branca, que vai decaindo na medida em que o personagem leva dano. Ao ficar completamente vazia, o personagem fica atordoado e não pode atacar nem se esquivar.

Todo dano que o personagem leva nesse estado é subtraído da barra vermelha de vida, que ao chegar no fim o personagem morre. Se Noctis morrer, é game over, se algum outro personagem morrer, o jogo continua.

Enquanto o personagem está atordoado ele pode ser resgatado por algum companheiro, recuperando toda barra branca até o limite da barra vermelha. Ou seja, se ele não tomou dano enquanto atordoado, recupera toda a vida, se tomou dano, recupera só até o restante da vida. Após a batalha a barra branca também é preenchida dessa forma, mas para recuperar a vida vermelha perdida só após descansar em um acampamento ou hotel.

Outro ponto interessante são as famosas summons, as invocações de criaturas poderosas para te ajudar em combate. Em Episode Duscae você tem contato com uma delas. Porém, diferentemente dos demais Final Fantasies, é necessário perder toda barra de vida branca de Noctis para poder utilizar a invocação.

Uma coisa que sempre me irritou nos Final Fantasies são as summons que tem animações de criaturas extraordinárias com poderes que parecem que vão destruir a Terra (É, você mesmo Bahamut ZERO), mas que no fim apenas dão um pouco de dano no inimigo.

Em Episode Duscae a summon, além de ter uma animação imponente, é extremamente poderosa, matando todos os inimigos com um golpe, inclusive o chefe da demonstração, um inimigo com uma barra de vida gigantesca.

O ponto negativo é que as vitórias através das invocações não dão experiência para o jogador, de forma que acaba se tornando uma opção para pular batalhas ao invés de uma arma do jogador para vencer o adversário.

Imagem Divulgação

Imagem Divulgação

Não há muito do enredo de Final Fantasy XV em Episode Duscae. A demonstração funciona como um episódio separado. Noctis e sua turma precisam de dinheiro para consertar seu carro que está quebrado, e resolvem aceitar um contrato para caçar um monstro. Toda a demo se resume a caçar e matar esse monstro, embora há outras coisas para se fazer nesse meio tempo.

Por falar no chefe, a batalha final da demonstração algo a parte. O chefe final tem uma barra de vida imensa e é extremamente longa a batalha, caso o jogador não resolva utilizar a invocação.

A série Final Fantasy é conhecida por batalhas longas, como as omega weapons de Final Fantasy VII, mas nelas não havia o sistema de combate em tempo real de Final Fantasy XV.

Lutar com o chefe com uma barra de vida monstruosa, tentar se manter vivo e proteger personagens que você não controle torna a batalha cansativa demais. Havia passado de 25 minutos quando desisti, pois estava ficando chato e cansativo. Talvez seja questão de gosto, mas para mim isso vai ser um problema se todo chefe do jogo for assim.

Por fim, é legal fazer uma ressalva quanto às animações do jogo. Muito embora tenha quedas constantes de frames, o que é aceitável considerando que é uma demonstração, não o produto final, as animações são tão naturais e fluídas que é impossível não se impressionar.

Se tiver passando por um arbusto, Noctis ira usar os braços para desviar, se estiver atordoado, algum personagem irá ficar na frente de Noctis com o braço estendido para protegê-lo. Caso acerte um contra ataque, há a possibilidade de um ataque em conjunto com algum membro do time, o que também é feito através de animações impressionantes.

Muito embora seja difícil definir com precisão como será o jogo completo apenas jogando uma demonstração, Episode Duscae mostrou que o jogo com certeza está na direção certa.

Combate rápido e fluído, batalhas sem transições, um mundo aberto para ser explorado e animações fluídas e naturais foram os pontos altos. Fica a ressalva para a batalha final desnecessariamente longa e cansativa e os problemas de framerate.

Fica a dúvida apenas a respeito da história, que pouco é mostrado na demonstração. Mas isso não chega a ser uma preocupação, já que a Square Enix costuma se sobressair nessa área em seus Final Fantasies

E que venha o jogo completo.

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