Hibike! Euphonium | Primeiro Gole

hibike! euphonium

Primeiramente: Olá, muito prazer! Meu nome é Chell, e eu sou a nova redatora eventual aqui do Suco de Manga. Pra chegar chegando, decidi falar um pouquinho sobre Hibike! Euphonium, uma das minhas estreias favoritas dessa temporada.

Hibike! Euphonium é, em primeiro lugar, um anime produzido pelo estúdio Kyoto Animation. Não irei me ater aos detalhes da produção, mas para quem manja de anime, dizer isso costuma ser o bastante pra gente esperar, no mínimo, um alto patamar de produção e animação. Pois bem – Hibike! Euphonium não é diferente, e tem feito juz maravilhosamente a essa tradição.

A Menina E Seu Bombardino

A história de Hibike! Euphonium começa com uma menina, Kumiko, que entra no ensino médio com a intenção de não tocar bombardino.  É isso: depois de uma experiência triste no ensino fundamental em um clube de música – no qual ela e seus amigos perderam uma competição, o que foi mais triste até para os seus amigos do que para ela mesma – ela meio que decide parar de tocar música, participar de competições de música e, bem, o bombardino não era um instrumento tão legal assim, e ela queria superar esse passado. Acontece que, na escola nova, ela acaba vendo uma apresentação do clube de música – e não pode deixar de criticá-los – e, por uma série de eventos que envolve uma garota meio tarada e outras colegas de classe, como a fofa “MidoriSapphire, e a talentosíssima Reina Kousaka, ela acaba entrando em um outro clube de música e fazendo advinha o que? Tocando bombardino.

Hibike Euphonium (Imagem Divulgação)

Hibike Euphonium (Imagem Divulgação)

Os Pormenores E As Pessoas

Não pense você que ela está triste por tocar bombardino. Uma porque, de fato, Kumiko é uma menina razoavelmente resiliente, mas outra porque, bem, ela está com amigos; apesar de ser um anime de música clássica, e se levar a sério nesse sentido – não, esse não é um K-On! da vida e nem tenta ser – acredito que uma de suas temáticas, até o momento, seja explorar o lado humano das criações. Conforme um maestro-professor pouco ortodoxo nos mostra, uma orquestra não é feita de indivíduos que sabem ou não seguir uma partitura, mas de pessoas que, juntas, querem fazer essa partitura funcionar e se tornar música.

Talvez mais importantes – ou não mais importantes, mas com bastante relevância ao longo dos episódios – tem sido os relacionamentos entre os personagens. As personalidades são interessantes; mais do que bem desenvolvidas por si só, e mais do que serem “personalidades fortes”, elas se constituem na interação e nos conflitos, e os relacionamentos vão se formando.

Música E Musicalidade

Em relação à música, é válido colocar que, apesar de Hibike! Euphonium não ser nem o primeiro e, provavelmente, nem o último anime de música – e nem mesmo de música mais clássica: Nodame Cantabile é um exemplo claro – Hibike! Euphonium é, sim, uma ótima demonstração de música através de anime. Através do clube de música, conhecemos instrumentos – sério, você já tinha ouvido falar de bombardino? – e peças clássicas; a música funciona quase como um plano de fundo para os relacionamentos e conflitos que são gerados no clube de música, mas não deixa de ser utilizada de maneira interessante.

O aspecto clássico da música é traduzido visualmente nas cores mais constantes no anime: tons de marrom, vermelho e verde. As cores não são vibrantes, mas sóbrias; talvez esse seja o clima que melhor representa a “monotonia vibrante” da vida escolar daqueles jovens. E não dá pra negar que Hibike! Euphonium é lento, e chega a ser monótono às vezes. Talvez a melhor forma de descrevê-lo seja colocando que este é um anime de introspecção, e não de análise. É difícil dizer realmente o que está acontecendo – acontecem treinos e concursos, e conflitos, e é só? – mas a emoção que ele transmite é muito mais importante do que isso.

Hibike Euphonium (Imagem Divulgação)

Hibike Euphonium (Imagem Divulgação)

Conclusões

Hibike! Euphonium é um anime de música, sim. Mas é um anime de música que vai além da música; ele transmite emoções, sobretudo as emoções do concerto, do conflito entre os jovens músicos e hobbyistas e, enfim, da vida escolar singela porém bela que eles vivem.

Posso afirmar que tenho gostado de acompanhar o desenrolar lento, porém realista, da história, e recomendo a quem gosta de histórias singelas, com uma certa delicadeza emocional e uma estética meiga, à la Hyouka e afins.

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